4/22/2006

Estudo mostra derretimento de gelo na Antártica

Um novo estudo baseado em dados de satélites indica que a camada de gelo na Antártida está encolhendo.

A pesquisa, publicada na última edição da revista Science, usou satélites para acompanhar as mudanças no período entre 2002 e 2005 e concluiu que o continente está perdendo 152 quilômetros cúbicos de gelo a cada ano, com a maior parte da perda concentrada no oeste.

Nos últimos anos os cientistas já haviam encontrado outras indicações de que o gelo do oeste da Antártida está derretendo, o que poderia contribuir para o aumento do nível dos oceanos.

Mas estudos produziram resultados aparentemente contraditórios, com alguns indicando a perda de gelo e outros o engrossamento da camada.

Nova técnica

O novo estudo, realizado por cientistas da Universidade do Colorado, usa uma técnica que não havia sido testada antes: a medição da gravidade sobre a Antártida.

Os dados vêm de dois satélites que orbitam a Terra. Quando eles sobrevoam regiões onde há muito material abaixo, como cadeias de montanhas ou onde as crostas rochosas são mais densas, eles registram um aumento na gravidade terrestre – pequena, mas mensurável.

“Olhamos para toda a camada de gelo e medimos a mudança de massa para toda a camada. Então olhamos para o leste e o oeste separadamente”, disse à BBC Isabella Velicogna, da equipe de pesquisadores.

No total, a equipe de Velicogna verificou uma redução anual de 152 quilômetros cúbicos na camada de gelo. Há uma perda clara no oeste, enquanto que a massa da camada no leste parece ser constante.

A perda de gelo equivale a um aumento anual de 0,4 milímetros na média do nível do mar. Em contraste, o aumento total devido principalmente à expansão térmica da água do mar é estimado em 1,8 milímetros por ano.

Outros estudos

Estudos anteriores contavam principalmente com dados de altímetros de radares a bordo de satélites, que não conseguem medir declives íngremes, e de altímetros a laser em aeronaves, que não conseguem cobrir toda a região.

No ano passado, um estudo com altímetro indicou que partes da camada de gelo do leste da Antártida estaria ficando mais espessa.

“O que eles avaliaram era o que estava mudando no interior, e descobriram que estava aumentando, mas isso não está em contraste com o que nós descobrimos”, disse Isabella Velicogna.

“Com o aumento de temperaturas você tem um aumento de chuvas. O que pode estar ocorrendo é que o gelo no interior aumenta e é reduzido na costa. No continente como um todo, o balanço do aumento e da perda é negativo.”

Os pesquisadores da Universidade do Colorado esperam continuar as observações até 2009.

Richard Black

Um novo estudo baseado em dados de satélites indica que a camada de gelo na Antártida está encolhendo.

A pesquisa, publicada na última edição da revista Science, usou satélites para acompanhar as mudanças no período entre 2002 e 2005 e concluiu que o continente está perdendo 152 quilômetros cúbicos de gelo a cada ano, com a maior parte da perda concentrada no oeste.

Nos últimos anos os cientistas já haviam encontrado outras indicações de que o gelo do oeste da Antártida está derretendo, o que poderia contribuir para o aumento do nível dos oceanos.

Mas estudos produziram resultados aparentemente contraditórios, com alguns indicando a perda de gelo e outros o engrossamento da camada.

Nova técnica

O novo estudo, realizado por cientistas da Universidade do Colorado, usa uma técnica que não havia sido testada antes: a medição da gravidade sobre a Antártida.

Os dados vêm de dois satélites que orbitam a Terra. Quando eles sobrevoam regiões onde há muito material abaixo, como cadeias de montanhas ou onde as crostas rochosas são mais densas, eles registram um aumento na gravidade terrestre – pequena, mas mensurável.

“Olhamos para toda a camada de gelo e medimos a mudança de massa para toda a camada. Então olhamos para o leste e o oeste separadamente”, disse à BBC Isabella Velicogna, da equipe de pesquisadores.

No total, a equipe de Velicogna verificou uma redução anual de 152 quilômetros cúbicos na camada de gelo. Há uma perda clara no oeste, enquanto que a massa da camada no leste parece ser constante.

A perda de gelo equivale a um aumento anual de 0,4 milímetros na média do nível do mar. Em contraste, o aumento total devido principalmente à expansão térmica da água do mar é estimado em 1,8 milímetros por ano.

Outros estudos

Estudos anteriores contavam principalmente com dados de altímetros de radares a bordo de satélites, que não conseguem medir declives íngremes, e de altímetros a laser em aeronaves, que não conseguem cobrir toda a região.

No ano passado, um estudo com altímetro indicou que partes da camada de gelo do leste da Antártida estaria ficando mais espessa.

“O que eles avaliaram era o que estava mudando no interior, e descobriram que estava aumentando, mas isso não está em contraste com o que nós descobrimos”, disse Isabella Velicogna.

“Com o aumento de temperaturas você tem um aumento de chuvas. O que pode estar ocorrendo é que o gelo no interior aumenta e é reduzido na costa. No continente como um todo, o balanço do aumento e da perda é negativo.”

Os pesquisadores da Universidade do Colorado esperam continuar as observações até 2009.

3/05/2006

Aviso dos Cientistas

No mês passado, cientistas anunciaram o derretimento acelerado das geleiras da Groenlândia. Agora, foram divulgados estudos preocupantes sobre a África e a Antártica.

Pela primeira vez, os cientistas conseguiram medir toda a massa da Antarctica várias vezes por dia, durante três anos. Eles constataram que o continente está perdendo 150 quilômetros cúbicos de gelo por ano por causa do aquecimento da terra.

A Antarctica tem 90% da fonte de água pura do planeta e o degelo acelerado vai elevar o nível do mar mais depressa do que a ciência previa.

Depois de 1990 foram registrados os dez anos mais quentes da história. As temperaturas elevadas estão alterando todo o ciclo da água no planeta.

A neve que cai na Antarctica já não é suficiente para repor o volume de gelo que ela perde durante o ano. O segundo estudo, também publicado pela revista Science, mostra outra conseqüência perigosa do aquecimento global.

Lagos e rios da África podem secar até o fim do século porque está chovendo cada vez menos no continente. Os dois trabalhos usaram dados coletados por satélites da Nasa, lançados no espaço há três anos.

Deputados e senadores democratas criticaram o governo do presidente George Bush. Dizem que os Estados Unidos precisam agir imediatamente para combater o aquecimento da terra.

Mas nos últimos meses, cientistas denunciaram que a Casa Branca tentou impedir a Nasa de divulgar estudos sobre mudanças climáticas, poluição e derretimento de geleiras durante a campanha presidencial de 2004.

http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1147847-3586-424279,00.html

3/02/2006

Estudo Alerta Para Futuro Apocalíptico da Terra

Terra - Numerosas áreas costeiras do planeta ficarão alagadas no terceiro milênio, quando o nível dos oceanos terá subido mais de 11 metros e a temperatura média terá aumentado em 15ºC devido ao aquecimento da Terra, segundo um estudo elaborado pelo Centro Tyndall, divulgado hoje. Esse é o panorama apocalíptico do futuro da Terra no próximo milênio, se a humanidade não adotar medidas urgentes e drásticas, segundo cientistas.
Se não nada for feito, reiteram os analistas, no começo do terceiro milênio a temperatura média da Terra terá aumentado em 15 graus e o nível dos oceanos terá subido mais de 11 metros, inundando várias cidades.
O estudo, elaborado pelo Centro Tyndall de Pesquisas Climáticas, da Universidade de Manchester, e intitulado "A mudança climática em uma escala milenar", é o primeiro a analisar de modo completo o impacto do aquecimento de nosso planeta além do século XXI.
O relatório indica que no ano 3000 o aquecimento do planeta terá aumentando em mais de quatro vezes e o nível dos mares terá subido em 11,4 metros. A partir de dois metros de elevação do nível dos oceanos, serão inundadas muitas áreas de Bangladesh, Flórida e outras regiões costeiras, o que obrigará o deslocamento de milhões de pessoas.
Segundo o estudo, poderá continuar havendo mudanças climáticas abruptas, inclusive se acabarem as emissões dos gases que contribuem atualmente para o efeito estufa, porque há certos processos que, uma vez iniciados, não podem ser detidos.
A acidez dos oceanos diminuirá de modo significativo, o que representará um problema para os organismos marítimos como os corais e o plâncton, o que por sua vez afetará negativamente o conjunto do ecossistema.
Essas mudanças poderiam ser ainda mais dramáticas se o clima do planeta se revelar como mais vulnerável às emissões de gás estufa do que suspeitam atualmente os cientistas.
SoluçãoA solução, segundo o relatório, é reduzir emissões de gás estufa a zero até 2200. A mensagem do documento é de que o mundo deveria limitar-se a queimar apenas um quarto das reservas conhecidas de combustíveis fósseis.
Para isso, só se permitiria um aumento muito leve das emissões globais até o ano 2025 para, a partir dessa data, começar a reduzi-las até sua completa eliminação em 2200.
"Se não fizermos nada, estamos condenando futuras gerações a uma mudança climática realmente perigosa", afirma Tim Lenton, diretor da equipe que realizou o estudo.
O risco é de que se voltem a registrar no planeta temperaturas que não ocorriam há 55 milhões de anos, quando um aumento natural das emissões de carbono produziram um aquecimento extraordinário da Terra durante um período que se calcula em 10 mil anos.
Atualmente, as emissões de gases que produzem o efeito estufa, por parte dos países industriais, estão ocorrendo a um ritmo 30 vezes maior que naquela época do Paleoceno-Eoceno, segundo revelou James Zachos, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz (EUA).